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'Kiwis' esperam certificação há mais de um ano -

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
'Kiwis' esperam certificação há mais de um ano - Economia - DN
O kiwi nacional "candidatou-se" ao estabelecimento de uma Identificação Geográfica Protegida (IGP) que identifique e certifique a elevada qualidade destes frutos produzidos em Portugal. O processo está em análise no Ministério da Agricultura há mais de um ano, mas tudo indica, adiantou ao DN a secretária-geral da Associação Portuguesa de Kiwicultores (APK), Liliana Perestrelo, que a aprovação "estará para breve". Kiwis Noroeste de Portugal será a marca de certificação.
Aumentar o consumo interno de kiwis em cerca de 25% e conseguir que as exportações, que até agora rondam os 30%, abranjam 50% da produção, são os objectivos por detrás deste projecto.
Portugal produz, em média, 12 mil toneladas de kiwis ao ano, mas os portugueses consomem 20 mil toneladas ao ano deste fruto, cujo teor de vitamina C é ainda superior ao da laranja. A meta da APK é atingir, em 2013, uma produção da ordem das 20 mil toneladas. "Teremos sempre de importar kiwi, porque este fruto é consumido durante todo o ano, mas a produção nacional só está disponível entre Novembro e Julho", explicou ao DN o presidente da associação, Alberto Rebelo.
Uma maior valorização do produto é outro dos objectivos da IGP. "Esperamos obter um kiwi seleccionado, que o consumidor prefira e aceite pagar mais por ele", refere Liliana Perestrelo. Já Alberto Rebelo estima que a certificação possa permitir um aumento de preço da ordem dos 20%.
A delimitação geográfica de produção dos Kiwis Noroeste de Portugal abrange o Entre-Douro e Minho e a Beira Litoral, ou seja, entre os rios Minho e Mondego. As características climáticas desta região, que ao contrário dos nossos concorrentes europeus, como a França e a Itália, não está sujeita a geadas no Outuno, permitem a colheita mais tardia dos frutos, entre Novembro e a primeira quinzena de Dezembro. Facto que, só por si, gera frutos com um maior grau de matéria seca e de teor de açúcares, bem como de fibras, vitaminas, ferro e cálcio, concedendo "características de sabor superiores" ao Kiwi Noroeste de Portugal. As características climáticas da região permitem ainda, refere Liliana Perestrelo, que esta seja uma cultura praticamente sem pragas e doenças, o que evita o recurso a químicos, dando origem a uma produção "mais ecológica". Na Europa há duas IGP: os Kiwis de l'Adour, de França, e os Kiwis Latina, de Itália.

Já apanhei e comi bons kiwis em Beijós, no Deldoreto, eis uma cultura com futuro. O kiwi é a fruta nacional "down under" na Nova Zelandia.

4 Comentários:

Isabel Clara disse...

Em Dezembro passado comi, criados no quintal de minha mãe e digo que tinham melhor sabor do que aqueles que compro no mercado.

Isabel Clara
Damaia

Beijoz disse...

Atenção viveiristas:
Belmiro de Azevedo investe na produção de kiwis há 3 anos, com olhos postos no mercado espanhol.

"Portugal pode produzir muito mais kiwis do que a Espanha, que é um grande consumidor e que importa cerca de 150.000 toneladas de kiwis de todo o lado", disse à Lusa Belmiro de Azevedo.

"Portugal pode produzir muito mais do que a Espanha, podemos fazer facilmente 50.000 toneladas por ano e neste momento produzimos apenas 20.000", frisou, convicto de que é possível criar um 'cluster' da produção de kiwis no noroeste ibérico, uma zona que oferece boas condições de produção, principalmente na parte
portuguesa.
Fonte: DE

Beijoz disse...

Beijós bem posicionado para aguentar a crise:
A situação económica do país é também alvo da ironia do empresário Belmiro de Azevedo:
«Se perdermos competitividade ficamos aqui uma aldeia dedicada ao vinhos e aos kiwis».

PPP Lusofonia disse...

Não haja dúvida que o empresário Belmiro tem faro para o negócio e sentido de oportunidade.
Têve uma uma primeira fase de grande importador e distribuidor, quando os portugueses estavam sequiosos de produtos novos e os bolsos cheios de crédito.
Depois chegou um pouco atrasado às telecomunicações e à Internet, mas vai aguentando.
Mas agora o consumismo é chão que já deu uvas, temos que voltar a apertar o cinto...
O consumo representa 57% do PIB em Portugal, muito acima dos 47% dos outros países semelhantes, um excesso insustentável.
O que está a dar agora, é voltar à produção, a produzir para vender, não comprar para vender.
Vender sempre, isso nunca passa de moda, para quem precisa de rendimento.
E o "back to basics" pode muito bem passar por um produto novo como os kiwis, para um mercado novo de exportação.

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