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Centenário da República - Carregal do Sal

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Foi emocionante ouvir cantar "A Portuguesa" completa, pelas vozes das crianças do Carregal, hoje na Câmara Municipal.

Das outras apresentações interessantes, pode destacar-se a história de Carolina Beatriz Ângelo, uma médica da Guarda, viúva e chefe de família, que foi a primeira mulher a votar em Portugal, e talvez na Europa.

O Prof Augusto José Monteiro, do Ceis XX da Universidade de Coimbra apresentou os manuais escolares utilizados na I República, que investiu fortemente na alfebetização e na educação para a cidadania. O Prof Monteiro recordou que para os republicanos, não havia direitos sem deveres.

A exposição sobre a implantação da República na Câmara também é muito interessante, sobretudo o enfoque nos ideais republicanos, e merece bem uma visita.

A festa continuou à noite, com uma peça de teatro no NACO em Oliveirinha.

A peça, que foi escrita, realizada e apresentada por crianças da Escola do Carregal e da Escola Sousa Mendes de Cabanas de Viriato, foi uma delícia!

A história da implantação da República foi contada com respeito e humor, com a ajuda de uma boneca perguntona, e dos jovens que iam dando voz aos vários elementos da história, incluindo o Mapa Cor de Rosa, a Corôa Real, o Iate Real Amélia e finalmente à República numa varanda transplantada da Câmara Muncipal de Lisboa.

Os jovens eram oriundos de todo o município, pelo que a preparação do teatro involveu muito trabalho e uma logistica especial para preparar tudo e ensaiar fora das horas de aula.

A todos muitos parabéns, o esforço deu um óptimo resultado.
E felicitações especiais às meninas de Beijós que deram a voz à Corôa Real e à República.

2 Comentários:

Resistente disse...

Sem literacia não há democracia.

Mas até os povos mais letrados se podem deixar levar por um autocrata bem falante.

beijokense disse...

Essa história da Carolina Beatriz Ângelo é interessante. Para que não se voltasse a repetir o feito, os republicanos trataram imediatamente de fazer sair uma lei assegurando que só os chefes de família do sexo masculino poderiam votar. E foi o Estado Novo que finalmente reconheceu o direito ao voto a chefes de família do sexo feminino.

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