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Feira Rural promove produtos agrícolas nacionais

domingo, 6 de março de 2011

Este fim de semana as TVs falaram de uma feira rural na zona da EXPO, do Parque das Nações, em Lisboa. Iniciativas do género têm acontecido noutras cidades e vilas. Será que os tempos estão a mudar? Duvido.

Hoje em dia a publicidade das chamadas “grandes superfícies” é arrasadora. Para a generalidade das pessoas, mesmo as que vivem nos meios rurais, o importante é abastecerem-se nesses hipermercados, mesmo que por preços mais altos e de produtos de pior qualidade.

Há dias as notícias falavam de que a Sonae ( a do Belmiro) perspectivava investir menos 500 milhões de euros este ano. Achei que era uma óptima noticia para a economia do país porque isso quereria dizer 5 ou 6 hipermecados a menos, logo menos importações de bens alimentares e tralha de fancaria da China e de outros países, logo menor endividamento externo.

Ao contrário, as novas feiras rurais de que se fala serão uma boa coisa se não forem para vender produtos estrangeiros mas sim produtos nacionais, da agricultura nacional.

Mas se olharmos para o que se passa com os mercados e feiras tradicionais que vemos é desolador. Os produtores/vendedores que se deslocavam a esses mercados estão a desaparecer. Esses lugares tradicionais de venda também têm sido desprezados pelas autarquias.

A fruta, mesmo quando é boa, fica na árvore. Os grelos e os repolhos de excelente qualidade ficam no campo a florir e a apodrecer. As batatas deitam-se fora porque ninguém as quer. O azeite, que dá uma trabalheira a colher, fica por vender. O milho já nem se cultiva porque pagam uma miséria por ele. Mais vale “deixar as terras de morto”.

Tudo isto porque nos podemos meter no nosso carro e ir ao hipermercado, à cidade ou à vila onde há todo o tipo de artigos importados, mesmo que bem mais caros e de pior qualidade.

Produzir, cultivar a terra ou comprar directamente ao produtor isso é de gente antiquada, é o pensamento dominante.

Assim, como nos podemos queixar que se ganha pouco, que a vida está dificil, que não há empregos, que as nossas crianças e jovens estão obesas, que há muitos jovens com a tensão arterial demasiado alta, etc, etc?

A. Abrantes

2 Comentários:

Micas10 disse...

Portugal importa cerca de 60%, dos alimentos que consome. Ou importava.
Porque era tudo fiado, e o merceeiro estrangeiro deixou de fiar.
Até o Belmiro, um dos grandes importadores, já se dedica à "produção para exportação"... de Kiwis.
Que se dão muito bem no nosso Deldoreto, por sinal

Anónimo disse...

Diz que dar licoes, e mais caro.
A tempos pus aqui um comentario,e, alguem respondeu,
que prescindiam de tais conselhos.
Nesta cidade de Hayward, California, U.S.A.Usam algumas ruas, para tudo isto,fechando o trafico.
AOS Sabados a uma feira.Ou melhor um mercado rural.Todos os proprietarios, que produzem algo no seu quintal, podem ir vender. Os seus produtos, apenas teem que garantir, que nao usaram inseticidas.Encontra-se ali de tudo, frutos, legumes,mel,e ate pao caseiro, nao esquecendo filhoses.Apenas tem que manifestar, no ano seguinte, no celebre"IRS". Mas!... Se fez mais de $3,000 dollars.Durante o ano.Caso contrario, nao tem que adicionar o valor, dos produto vendidos
Francisco Abilo Abrantes

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