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Em memória

sábado, 31 de agosto de 2013
Bombeiros voluntários também choram

Se negro fumo ao longe se divisa
Como nuvens cobrindo o horizonte,
Há nos povos o medo ali defronte
E a ajuda dos Bombeiros é precisa

Porque o fogo cruel tanto horroriza
E avança traiçoeiro, vale e monte,
Tudo destrói, sem armas que o confronte,
E queima e mata, tanto martiriza!...

E ao lembrar, da coragem que dimana,
Vidas perdidas, nesta luta insana,
Como a CÁTIA e outros que memoram,

Ao deixá-los na mágoa que deprime,
Ante o gesto fraterno e tão sublime,
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS também choram!...

Hermínio Cunha Marques
31-08-2013

Poema lido no funeral de Cátia Pereira Dias, jovem bombeira pertencente ao Corpo de Bombeiros de Carregal do Sal, que faleceu na sequência do combate ao incêndio em S. Marcos, Serra do Caramulo, na manhã do dia 20-08-2013.   Paz á sua alma.

Também no Carregal se aderiu à campanha de dar 1 euro para os bombeiros em que os portugueses são desafiados a deslocarem-se ao quartel dos bombeiros mais próximo durante o dia de hoje para fazerem o donativo em reconhecimento do grande contributo e espírito de sacrifício dos "soldados da paz".

Contacto:  BV Carregal  http://beijozcomercial.blogspot.pt/2013/08/bombeiros-de-carregal-do-sal.html

Ver http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3397041&page=2
 e http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/08/31/iniciativa-lancada-no-facebook-pede-que-cada-pessoa-de-1-euro-para-ajudar-bombeiros

3 Comentários:

Associativismo local disse...

Recorde-se que os Bombeiros Voluntários são associações.
Por isso, fazer-se sócio e pagar quotas é uma forma de apoiar este trabalho importante.

Anónimo disse...

Sim é verdade, estou completamente de acordo se essas pessoas que andam a dignificar as associações fosem de todos os partidos, como são úm partido a pedir esso era dar-lhes cobertura, assim eu não dou

A. Abrantes disse...

Solidariedade e acção precisam-se

O sacrifício de vidas como o da Cátia, o sofrimento dos seus colegas feridos, o impacto tremendo nas suas famílias não pode deixar de nos questionar sobre se não é possível fazer algo mais para que dramas como estes não atinjam quem tão generosamente coloca ao serviço do próximo o melhor de si.

É a hora de estarmos solidários com os familiares destes verdadeiros heróis nacionais, com os feridos, com os colegas que precisam de ânimo nestas horas difíceis mas é preciso questionar, inquirir, debater estas questões dos fogos florestais nos seus vários aspectos.

Aí certamente o governo, a Liga dos Bombeiros Voluntários, as próprias corporações de bombeiros, as câmaras municipais (cujo presidente é o responsável máximo da Comissão de Protecção Civil concelhia) todos têm uma palavra a dizer. Precisamos de discussão mas também de acção para reduzir ao mínimo, tanto quanto possível, desgraças como estas.

Não podemos partir do princípio de que não há nada a fazer.

Uma das formas de os homenagear é prepararmo-nos melhor para futuros combates que certamente virão.

Que a água da chuva bem-fazeja do outono não arraste para o esquecimento o sacrifício supremo destes soldados da paz.


A. Abrantes

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