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Protestos contra o preço da água

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Cidadãos contra "preço exorbitante da água" fornecida pela Águas do Planalto
Lusa           18 Dez, 2013
Um movimento de cidadãos está a preparar um conjunto de iniciativas para contestar o "preço exorbitante da água" praticado em Tondela, Santa Comba Dão, Mortágua, Carregal do Sal e Tábua, concelhos servidos pela empresa Águas do Planalto.
Em declarações à agência Lusa, um porta-voz do movimento, Ângelo Ferreira, revelou que decidiram juntar esforços para lutar contra os elevados preços da água, que chegam a ser "mais do dobro da média praticada nos restantes concelhos do distrito de Viseu".
Para já, têm em curso "uma petição `online` que conta já com mais de mil assinaturas" e "vários cadernos para recolha de assinaturas espalhados por estabelecimentos comerciais dos concelhos de Tondela, Santa Comba Dão e Mortágua".
No sábado, apresentarão outro tipo de iniciativas, que pretendem chamar a atenção das câmaras municipais envolvidas e também da empresa Águas do Planalto.
"Este movimento está a crescer e é o princípio de uma luta que só vai parar quando procederem à revisão dos preços da água nestes concelhos", sustentou.
Ângelo Ferreira contou que a empresa Águas do Planalto ganhou o concurso de abastecimento de água em 1997 por um período de 15 anos.
"Seguiu-se depois um aditamento para mais 30 anos, sem que tivesse lugar novo concurso público. De 2007 para cá os preços duplicaram", referiu.
De acordo com o líder do movimento, se em 1997 o preço por metro cúbico (m3) no escalão de 6 a 10 m3 era de 0,39 cêntimos, em 2007 passou a ser taxado a 0,88 cêntimos.
"É um escândalo o preço que passou a ser praticado. Por isso, as pessoas estão revoltadas", alegou.
Referiu ainda, a título de exemplo, que um consumidor do concelho de Tondela paga mensalmente 15,41 euros por 10 m3 de água, enquanto que um consumidor de Viseu paga 8,12 euros e um consumidor de Penedono 2,60 euros.
A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reação da administração da empresa Águas do Planalto.
 Carregal Sal, Viseu, Serviço Público
Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=703980&tm=6&layout=121&visual=49 
Águas do Planalto S.A.
Estação de Tratamento de Água
3464-004 Mosteiro de Fráguas - Tondela - Portugal
Tel. Geral: 232 819 240    Tel. Atendimento a Clientes: 808 200 219
Fax: 232 819 259   E-Mail - aguasdoplanalto@lusagua.pt
REGULADOR:  www.ersar.pt/

4 Comentários:

A. Abrantes disse...

Calar é aceitar.

Este assunto merece a atenção de todos os consumidores dos municípios em causa. Ou será que estão dispostos a pagar o preço que nos é apresentado sem pestanejar?

Será que esse preço actual se justifica, em termos de custos, ou será que alguém está a ganhar bom dinheiro com o negócio? Será de aceitar que a água pública que bebemos possa ser ser obecto de (um bom) negócio?

Será que as decisões recentes dos presidentes de Câmara, sobre o caso, se justificam ou será que há problemas que merecem ser analisados?

Na reunião de Câmara de Carregal do Sal do dia 22/11/2013, no espaço inicial reservado ao público, Paulo Correia levantou e bem o problema do excessivo custo da água da rede pública.

Valerá a pena ler a acta dessa reunião, certamente disponível em breve no site da Câmara.

A. Abrantes

Anónimo disse...

Tudo está muito bem, mas fiquei desgostoso por causa de não haver assinaturas no nosso concelho Carregal do Sal, será que vamos continuar a ser comidos apesar das mudanças que se obtiveram e que agora estão lá pensam em concordar, eu NÃO

Anónimo disse...

A água é um bem essencial, valem-se disso para praticarem preços a seu belo prazer, o que não devia acontecer.
O preço devia ser calculado para as despesas de manutenção,e pessoal trabalhador e pagamento de prolongamento da rede de distribuição etc. E não aqueles lucros que têm e são investidos noutros lados.

PPP Lusofonia disse...

Especificamente no tratamento de resíduos, os últimos dados da ERSAR, relativos a 2012, mostram grandes disparidades. Uma família da Póvoa do Varzim que consuma 10m3 de água por mês paga cerca de 13 euros por este serviço, mas em Mortágua, Bragança, Carregal do Sal, Armamar ou Caldas da Rainha pura e simplesmente não é cobrado qualquer valor. Tal como em Lisboa, onde os consumidores não pagam pelo tratamento dos resíduos e têm uma das facturas mensais de água mais baixas do país.

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