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Jornal municipal informa cidadãos

domingo, 19 de janeiro de 2014

 

Uvas e Romãs”... doces.
Passados alguns meses sobre as últimas eleições autárquicas ficam algumas considerações sobre aspectos da actividade dos novos órgãos municipais de Carregal do Sal.

1 – Saiu o jornal da Câmara Uvas e Romãs – é uma boa iniciativa. Fala das deliberações do executivo,  de empresas do concelho, entre outros assuntos.

Pelo menos não cai na velha tentação de “endeusar” o presidente da Câmara como é muito frequente ver-se por aí em que as “revistas” camarárias não passam de propaganda eleitoral do presidente, mesmo que fora de tempo, em comezainas com amigos (à custa do erário público), a cortar a fita ou a lançar a primeira pedra de obras banais, públicas ou dos seus correlegionários privados.

2 – A Assembleia Municipal acaba de estipular sessões ao fim do dia (20:00 horas), o que é de louvar.  
As reuniões públicas de executivo (Câmara), “na 4ª sexta-feira de cada mês” também se iniciam “às 20:00 horas”.
É muito saudável que se facilite a participação dos munícipes.

3 – Não ficaria mal que a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal estabelecessem um calendário de debates, devidamente programados, sobre temas que interessam ao município para os quais importa mobilizar os munícipes mas também as mais diversas instituições privadas como empresas, associações culturais, instituições de solidariedade, bombeiros, etc. promovendo a sua participação activa nesses debates.

Dois temas, a título de exemplo: 1) cuidados a ter na manutenção da floresta e no uso do fogo na época estival ou sempre que haja risco de incêndio florestal – nunca é de demais falar sobre isto; 2) o uso (e abuso) de herbicidas e pesticidas  por parte de todos, de juntas de freguesia, de privados, etc. muitas vezes sem critério e desconhecendo os reais efeitos nocivos desses produtos.
Mas podíamos falar noutros temas: a indústria no concelho, a formação e a obtenção de qualificações profissionais; a preservação do património histórico-cultural do concelho e sua promoção turística, etc.

A abordagem de cada um destes temas poderia culminar numa conferência com a participação de especialistas e formas práticas (não dispendiosas) de divulgação e sensibilização públicas.

Mas tudo isto não tem que ser à custa de grandes orçamentos porque também não tem que haver jantares ou grandes festanças para o pagode...e novas eleições ainda estão longe.

António Abrantes  
VER   http://www.carregal-digital.pt/pt/articles/category/noticias


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