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Salvemos as ribeiras e os campos verdes de Beijós

quinta-feira, 4 de junho de 2015
Os montes e vales de Beijós são povoados há mais de 3.000 anos, segundo os vestígios milenares recolhidos no Museu Municipal de Carregal do Sal, graças sobretudo à abundância e à qualidade das águas das suas ribeiras e dos seus campos férteis.  

Mas o nossa ecologia é  frágil, especialmente quando sujeita aos abusos que se verificam a montante na bacia hidrográfica da Ribeira de Travassos, que inclui os campos férteis de Beijós mas que prossegue para o Rio Dão, onde desagua,  a própria barragem da Aguieira, o Rio Mondego, até ao mar.

Não há qualquer conflito entre os postos de trabalho numa empresa e o meio ambiente.  Aliás eles só terão futuro, as pessoas que lá trabalham só se podem sentir minimamente seguras, se a empresa fizer os investimentos que tem de fazer para deixar de poluir os cursos de água públicos. 
E enquanto não for construída uma solução definitiva, os seus efluentes devem ser canalizados  para estações de tratamento. Custa dinheiro? Pois custa. Mas tem que ser a empresa poluidora a assumir esses custos e não os milhares de utilizadores da água pública das ribeiras e rios.

Os autarcas dos municípios de Nelas, de Carregal do Sal e Santa Comba Dão não podem ficar de braços cruzados à “espera que a tempestade passe”.  Como reguladores e zeladores dos interesse público, também eles são certamente responsabilizados, politicamente e não só.  




2 Comentários:

PPP Lusofonia disse...

Fazendo análises da água da ribeira de 300 em 300 metros a montante, seria fácil certamente identificar a "torneira culpada" e fechá-la.

PPP Lusofonia disse...

Quantas vezes temos que sofrer isto ?

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