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Republicanização do Carregal

sábado, 30 de janeiro de 2010
Começam amanhã oficialmente as comemorações do centenário da República. É minha intenção usar o espaço que tenho destinado a registos históricos e a documentos antigos para, ao longo deste ano, tratar de implicações ou facetas locais do regime do Partido Republicano Português. Começo com um artigo de Vasco Pulido Valente, publicado em 1973. O autor demonstrava como, "na província", as estruturas do poder local foram tomadas, não por republicanos professos, mas pelos mesmos caciques que automaticamente se converteram e inscreveram no PRP. Claro que dava jeito que essa conversão fosse suportada por uma propaganda da estrutura nacional do partido, tendo-se multiplicado as "sessões de esclarecimento".

4 Comentários:

Tade disse...

Ai!
Se D. Sebastião voltasse.

Tadeu disse...

Tadeu

Micas10 disse...

O Presidente John F. Kennedy disse "aqueles que fazem a mudança pacífica impossível tornam a revolução violenta inevitável" (those who make peaceful change impossible make violent revolution inevitable).
A resistência à mudança leva a uma "cultura da rotura" e à instabilidade, na medida em que vários grupos procuram tomar o poder à força para realizar as mudanças que não conseguem fazer de outra forma.
Mas a instablidade é fatal para a economia e para o desenvolvimento. A "cultura da rotura" leva ao empobrecimento geral, ainda que com algumas alterações de uns grupos em relação aos outros.
Nesta óptica, uma revolução é quase sempre um indicador da falência de um regime. Do fracasso não apenas em satisfazer as necessidades do povo, mas também em se renovar e se reinventar.
Quem não verga, quebra diz o ditado.
A história não perdoa quem não sabe antecipar e preparar as mudanças inevitáveis, que se agarra a resistências mais ou menos pírricas e inúteis.

beijokense disse...

@Tadeu
Desembarcaria no Carregal?

@Micas10
Essa frase de Kennedy aplica-se bem ao 25 de Abril, mas é "curta" explicação para outros golpes, como o 28 de Maio ou o 5 de Outubro.

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