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Cadastro Simplificado que beneficia apenas alguns municípios representa oportunidade perdida

terça-feira, 6 de março de 2018
Sistema de Informação Cadastral Simplificado - Balcão Único do Prédio - BUPi

A Lei n.º 78/2017, de 17 de agosto, criou o sistema de informação cadastral simplificado, bem como o Balcão Único do Prédio - BUPi.

O BUPi é uma plataforma destinada a facilitar a identificação dos proprietários das áreas em risco de incêndio e de promover a prevenção de fogos em defesa do meio ambiente, de pessoas e de bens.
O projeto piloto está a decorrer apenas em alguns dos municípios (que sofreram incêndios em Junho 2017). 
  • Alfândega da Fé
  • Caminha
  • Castanheira de Pêra
  • Figueiró dos Vinhos
  • Góis
  • Pampilhosa da Serra
  • Pedrógão Grande
  • Penela
  • Proença-a-Nova
  • Sertã
Quanto custa a georreferenciação? É gratuita se feita por um técnico público até 31 de dezembro de 2019.

Qual o custo do procedimento especial de registo de prédio rústico e misto omisso previsto na Lei n.º 78/2017, de 17 de agosto, do Cadastro Simplificado? Todos os atos praticados no âmbito deste procedimento especial de registo são gratuitos, incluindo nesta gratuitidade os documentos emitidos pelas entidades ou serviços da administração pública necessários a suprir as deficiências do procedimento.

Fonte http://www.dgterritorio.pt/noticias/sistema_de_informacao_cadastral_simplificado___balcao_unico_do_predio___bupi/

...e  Carregal do Sal ? E Tondela ? E Santa Comba Dão ? 

Parece  discriminatório e limitar a isenção de custos de registos apenas a parte do território nacional.   Proprietários do resto do país que pretenderem fazer permutas de prédios rústicos e terrenos contíguos, para acabar com o minifúndio, parcelas pequenas e dispersas,  ao abrigo do artº 1378, (alinea c) do Código Civil, não têm beneficio da isenção de custos do registo (2X€87,50).  
Isto é um preço proibitivo que  pode até exceder o valor das pequenas parcelas a trocar, agora queimadas e desnudadas. 

Para ultrapassar o problema do minifúndio, seria importante alargar a isenção de custos de registos para permutas de terrenos contíguos a todo o território nacional durante os anos de 2018 e 2019. Os peritos estão de acordo: Não haverá sustentabilidade das florestas e das aldeias sem emparcelamento. Outros países já o fizeram há décadas. 

Ver Minifúndio prejudica rentabilidade da agricultura e segurança das aldeias  http://antoniopovinho.blogspot.pt/2006/10/minifundio-continua-prejudicar.html

Concurso Regulamento: Plano UMA Floresta Sustentável Beijoz+VERDE até 20-Fevereiro

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Planta a tua Ideia  para uma Aldeia+VERDE!


Concurso de Ideias: Plano para UMA Floresta Sustentável
para a Freguesia de Beijós, Carregal do Sal

...REGULAMENTO ...  Data de entrega alterada para 20-Fevereiro 

A Associação Cultural e Desportiva de Beijós (ACDB) e o clube Soroptimist International Estoril Cascais (SIEC) organizam o Concurso de Ideias para um “Plano para UMA Floresta Sustentável para recuperar as florestas das aldeias, e criar um “Beijós+VERDE”.

Objetivos
O Concurso, de âmbito nacional, tem como objetivo principal sensibilizar os jovens, os estudantes do ensino superior e as populações locais para a problemática da Sustentabilidade, através da elaboração e discussão de trabalhos e de novas abordagens sobre como criar e gerir UMA Floresta Sustentável ao nível da aldeia.

Com esta iniciativa pretende-se também contribuir para a mobilização das populações locais, para o conhecimento e adesão a boas praticas e para a criação de soluções necessárias e possíveis, tendentes a melhorar a sustentabilidade da floresta local e a diminuir os riscos inerentes, a fim de apoiar a recuperação dos meios de subsistência individuais e coletivos, centrados na agricultura, pastorícia e floresta.

Dirigido a aldeias fortemente ameaçadas e prejudicadas pelos incêndios de 2017, este Concurso é um o contributo para a primeira fase de um processo de reflorestação sustentável, e para a conjugação de esforços e criação de consensos em torno de um Plano de Reflorestação a implementar em fases posteriores.

Destinatários e Como Concorrer
O Concurso de Ideias visa um Plano para UMA Floresta Sustentável e está aberto a jovens dos 18 aos 45 anos. Os trabalhos poderão ser apresentados individualmente ou equipas de até 3 elementos, caracterizadas pela diversidade de género e de especialidade, desde que um dos membros seja estudante do ensino superior.

Os participantes devem apresentar os trabalhos sob a forma de relatório com o máximo de 15 páginas, excluindo anexos. Os trabalhos poderão ser complementados por material ilustrativo adequado (vídeo, imagens, gráficos, mapas GIS, Powerpoint, etc.).
Os autores dos 5 Trabalhos melhor classificados pelo Júri serão convidados a apresentar as suas propostas em sessões locais de discussão e consulta pública.  
Os trabalhos deverão ser enviados por correio eletrónico, para o Clube Soroptimist Estoril Cascais, soroptimistestorilcascais@gmail.com , até 20-Fevereiro de 2018.

Prazos e Calendário
4 –Dezembro-2017– anúncio do Concurso e divulgação nos blogs do Clube e da aldeia
Até 6-Janeiro-2018 – visitas de campo e esclarecimentos por e-mail
Até 20-Fevereiro- 2018 - entrega por e-mail para soroptimistestorilcascais@gmail.com
Fevereiro  2018  - análise pelo Júri e seleção de 5 Trabalhos finalistas
Março-2018, dia a confirmar - apresentação e discussão pública nas aldeias
Março-2018 – seleção do Trabalho vencedor, Cerimónia pública de entrega e pagamento do Prémio

Júri do Concurso
·         Membro do Clube Soroptimist International Estoril Cascais, presidente 
·         Membro da Associação Cultural e Desportiva de Beijós
·         Membro da Junta de Freguesia de Beijós, Município de Carregal do Sal
·         Especialista em gestão florestal e desenvolvimento rural sustentável
·         Especialista em proteção civil, gestão de riscos ambientais, ordenamento do território

As decisões do Júri são irrevogáveis e não sujeitas a recurso. O Júri não atribuirá prémios caso entenda que os trabalhos não têm a qualidade necessária, ou não respondem aos pressupostos e objetivos estabelecidos neste Regulamento; poderá, no entanto, e em casos excecionais, atribuir Menções Honrosas não pecuniárias.
Os concorrentes serão avisados por e-mail sobre os resultados deste Concurso.

Critérios de Seleção
- Qualidade técnica
- Exequibilidade e interesse e apropriação pelos beneficiários locais
- Considerações sociais e jurídicas, tradições, cultura e demografia.
- Sustentabilidade ambiental, sustentabilidade económica e sustentabilidade social
- Apresentação

Os trabalhos a apresentar deverão focar as potenciais soluções técnicas com melhor impacto e exequibilidade no futuro em termos económicos e sociais, a fim de evitar os custos socioeconómicos da gestão florestal deficiente e melhorar a relação de custo/beneficio para as populações e para a prevenção de calamidades com base na floresta.

Prémios
O prémio no valor de 1 500 EUR será atribuído ao melhor Trabalho, contribuindo para o desenvolvimento profissional do(s) vencedor(es).
Os outros quatro Trabalhos finalistas beneficiarão de um subsídio de EUR 125 cada, para reembolso de despesas de deslocação ao terreno.  

Poderá haver um reconhecimento especial, para “professor assessor” do trabalho vencedor.

Promotores e Patrocinadores
- Organização e patrocínio do Clube Soroptimist Internacional Estoril Cascais
- Organização da Associação Cultural e Desportiva de Beijós  
- Participação da Junta de Freguesia de Beijós   

Conteúdos dos Trabalhos
Os trabalhos premiados, incluindo as menções honrosas, serão propriedade das entidades organizadoras, podendo ser utilizados ou publicitados por elas desde que se salvaguarde a indicação do autor ou autores. Os concorrentes premiados renunciam, desde já, a quaisquer direitos autorais, nos termos deste Regulamento.

Os trabalhos não premiados serão devolvidos, no prazo de 30 dias após decisão do Júri.

Todas as dificuldades práticas de interpretação e aplicação do presente Regulamento serão decididas pelas entidades organizadoras, sem direito a recurso. A candidatura a este Concurso implica a aceitação plena, pelos concorrentes, do presente Regulamento.

Entrega de Trabalhos a Concurso
Os concorrentes devem enviar um original digital do Trabalho a Concurso para o e-mail soroptimistestorilcascais@gmail.com até 20-Fevereiro-2018, e um original em suporte físico a enviar para morada a indicar. 
Devem ainda juntar numa folha em envelope separado os seguintes dados pessoais:
-           Título do Trabalho
-           Nome completo dos elementos da equipa
-           Data de nascimento
-           Morada
-           Telefone e telemóvel
-           Endereço electrónico
-           Curso que está a frequentar ou profissão que está a exercer
-           Estabelecimento de ensino atual ou o mais recente
-           Declaração da frequência do ensino superior de pelo menos um dos elementos
-           Evidência da(s) visita(s) ao terreno, datas, etc

Contexto: Freguesia de Beijós, Carregal do Sal
A freguesia está centrada numa aldeia milenar de forte vocação agrícola, situada em volta de um vale habitualmente verde alimentado por ribeiras que desaguam no rio Dão. Com as outras aldeias de freguesia, incluindo Pardieiros, Póvoa da Pegada e Póvoa de Lisboa, com as povoações de Penedo, o Sobral e Cabanas de Viriato, formam uma pequena bacia hidrográfica que foi fortemente prejudicada nos incêndios de Outubro 2017. O cerco dos fogos fez perder animais, máquinas e alfaias agrícolas, videiras, oliveiras e outras árvores de fruto, instalações agrícolas, casas de habitação e floresta de pinho, eucalipto e carvalho numa área muito extensa de mais de 60% da área. A população residente passou momentos de grande aflição na noite de 15 para 16 de Outubro-2017, mas combateram os fogos com coragem e eficácia, defendendo as suas casas e limitando as perdas, ainda que bastante significativas, apenas a bens materiais. Praticamente todas as famílias sofreram prejuízos causados pelo fogo voraz.

Quase todas as famílias mantêm atividade agrícola e florestal em minifúndio, seja como pequenos agricultores de subsistência, sobretudo no caso das mulheres ou como agricultores profissionais. Apesar de haver um boa quantidade de maninhos públicos, as soluções para UMA Floresta Sustentável têm de ser orientadas sobretudo para a cooperação entre os mais de 400 proprietários florestais privados, muitos dos quais mulheres, idosos ou ausentes em Portugal ou na diáspora.

Áreas e Temas a considerar
Este Concurso é aberto a todas as especialidades, nomeadamente qualquer das seguintes áreas de estudo:
·         Agronomia, gestão agrícola e florestal, desenvolvimento rural, agricultura tradicional de subsistência
·         Sociologia, demografia, questões de género, comunicação, organizações, associativismo
·         Ambiente, alterações climáticas e gestão de ecossistemas e recursos ambientais e Ordenamento do território, gestão municipal 
·         Direito de sucessão, legislação rural, fiscalidade e notariado
·         Economia, boas práticas de gestão de explorações agrícolas e florestais, gestão de riscos, seguros, turismo, marketing
·         Segurança pública, criminalidade ambiental e fiscalização, justiça
·         Gestão de riscos, alterações climáticas, segurança pública e proteção civil

Informação e Contactos:  soroptimistestorilcascais@gmail.com
Blog Soroptimista PT http://soroptimistapt.blogspot.com  
Blog  Beijós XXI http://beijozxxi.blogspot.com
Facebook Associação de Beijós https://www.facebook.com/ACDB1948/ 

Concurso: Plano para UMA Floresta Sustentável Beijoz+VERDE

Planta a tua Ideia para uma Aldeia+VERDE !
Concurso de Ideias: Plano para UMA Floresta Sustentável

para a Freguesia de Beijós, Carregal do Sal 
Candidaturas até 31-Janeiro-2018 

Anúncio
Soroptimistas juntam-se à Associação local e desafiam jovens a apresentar um Plano para UMA Floresta Sustentável numa freguesia fustigada pelas chamas em Outubro 2017. 

Planta a tua ideia para UMA Floresta Sustentável e ajuda a tornar uma Aldeia+VERDE !

Concurso de Ideias – Plano para UMA Floresta Sustentável nas aldeias da freguesia de Beijós, Carregal do Sal  
O Concurso é organizado pelo Clube Soroptimist International Estoril Cascais com a Associação Cultural e Desportiva de Beijós e com a participação da Junta de Freguesia de Beijós, Carregal do Sal

UMA Floresta Sustentável precisa de um bom Plano de Reflorestação Sustentável.  

O objetivo do concurso é de sensibilizar os jovens, os estudantes do ensino superior e as populações locais para a problemática da Sustentabilidade e para novas abordagens sobre como criar e gerir UMA Floresta Sustentável ao nível da aldeia. Pretende-se também contribuir para a mobilização das populações e dos mais de 400 proprietários, para o conhecimento e adesão a boas práticas de gestão agrícola e florestal em aldeias fortemente ameaçadas e prejudicadas pelos incêndios de Outubro 2017.

-         Aberto a candidaturas individuais ou em equipas de até 3 elementos de 18-45 anos, incluindo pelo menos um estudante do ensino superior.         
-         Os Trabalhos finalistas selecionados pelo Júri serão apresentados em sessões públicas locais de discussão e consulta em Março 2018.
-         O prémio para o Trabalho primeiro classificado será de 1.500 euros. Os outros Trabalhos finalistas receberão subsídios de deslocação ao terreno.
-         Entrega de candidaturas até 31-Janeiro-2018 para o e-mail soroptimistestorilcascais@gmail.com .

nos blogs Soroptimista PT http://soroptimistapt.blogspot.com, ou Beijós XXI http://beijosxxi.blogspot.comcontactar:  soroptimistestorilcascais@gmail.com, e no 




Quem vota, manda

terça-feira, 29 de setembro de 2015
Em democracia, somos nós os governados que decidem quem nos governa.  
Com o nosso voto, marcamos presença, mandamos, nem que sejam só recados, aos governantes. 

Dizem que os eleitores portugueses são apáticos, que não fazem valer os seus direitos nem cumprem os seus deveres cívicos.  

De facto, os portugueses tendem a votar cada vez menos. Nas últimas eleições legislativas, em 2011, a taxa de abstenção foi de 41,9%, quando em 1983, por exemplo, foi apenas de 25,7%,  segundo dados da Pordata.   

No entanto, também sabemos que a qualidade de governação depende da nossa participação, e que somos nós os cidadãos quem paga os custos da má governação. 
Se ainda tínhamos dúvidas, não podemos duvidar  mais da importância do voto.  

No domingo, 4-Outubro-2015,  Vamos às Urnas ! 

VER http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-09-27-Votar-ou-nao-votar-
VER a lista completa de candidatos a Deputado, que representarão o circulo de Viseu na Assembleia da República em  http://www.cne.pt/sites/default/files/dl/ar2015_listas_candidatos_18viseu.pdf
Eis alguns dos candidatos a Deputados:

B.E. Bloco de Esquerda 
Efetivo
António João Ferreira Gil
Edite da Rocha Carvalho Pinto
João Fraga de Oliveira
Maria Fernandina Simões Torres

PS Partido Socialista 
Efetivo
Maria Manuel de Lemos Leitão Marques
António Manuel Leitão Borges
João Paulo de Loureiro Rebelo
 Marisabel dos Santos Rocha Moutela
José Rui Alves Duarte da Cruz
Lúcia Fernanda Ferreira Araújo Silva

PPD/PSD.CDS-PP Portugal à Frente
 Efetivo
António Egrejas Leitão Amaro
Pedro Filipe dos Santos Alves
Inês Carmelo Rosa Calado Lopes Domingos
José Helder do Amaral António
José Lima Costa
Isaura Leonor Marques de Figueiredo Silva Pedro

Carregal Do Sal Disputou Concurso Intermunicipal de Leitura

terça-feira, 9 de junho de 2015

Quatro alunos do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal vão representar o Concelho na Final do Concurso Interconcelhio de Leitura, que se realizou no Centro Cultural de Tábua, no  o sábado, 6 de junho.
Os alunos Daniela Tavares e Mariana Chaves, do 1.º ciclo, e Pedro Figueiredo e Matilde Marques, do 2.º ciclo, vão dar o seu melhor perante os concorrentes dos concelhos de Tábua, Mortágua, Santa Comba Dão e Tondela para ganharem o Concurso promovido pelas Redes de Bibliotecas Escolares dos respetivos municipios.
A iniciativa, inspirada no Concurso Nacional de Leitura, visa promover na região o gosto pela leitura e o contacto com os livros, pelo que cada concorrente receberá um diploma de participação.
Os três primeiros classificados de cada escalão – 1º Ciclo do Ensino Básico e 2º Ciclo do Ensino Básico – serão os grandes vencedores e receberão prémios ofertados pelo concelho promotor.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Não à poluição química da Borgestena!

O caso da Borgestena, em Nelas, é o caso típico de alguém que quer ter lucros, bons lucros, à custa dos agricultores, pequenas parcelas agrícolas, muitas delas com hortas de subsistência, de muitas centenas ou milhares de pessoas que estão na bacia hidrográfica da Ribeira de Travassos, que inclui os campos férteis de Beijós mas que prossegue para o Rio Dão, onde desagua,  a próporia barragem da Aguieira, o Rio Mondego, até ao mar.
A poluição química provocada pela Borgestena é um crime de lesa propriedade mas é, também, um crime de saúde pública, contra os mais elementares direitos de milhares de pessoas em toda a bacia hidrográfica, e de defesa da qualidade da água até aqui excelente, da Ribeira de Beijós.
Os postos de trabalho da Borgestena não têm que ficar em causa. Aliás eles só terão futuro, as pessoas que lá trabalham só se podem sentir minimamente seguras, se a empresa fizer os investimentos que tem de fazer para deixar de poluir os cursos de água públicos.

E enquanto não for construida uma solução definitiva para os seus efluentes têm que ser levados para estações de tratamento, noutros locais, que as há. Custa dinheiro? Pois custa. Mas tem que ser a empresa a assumir esses custos e não os milhares de utilizadores da água pública das ribeiras e rios.

Os autarcas dos municipios de Nelas, de Carregal do Sal e Santa Comba Dão não podem ficar de braços cruzados à “espera que a tempestade passe”.  Também eles são responsáveis. Não é contemporizar com este desmando que defendem os interesses dos seus munícipes, mesmo que sejam trabalhadores destas empresas poluentes.


António Abrantes

Salvemos as ribeiras e os campos verdes de Beijós

Os montes e vales de Beijós são povoados há mais de 3.000 anos, segundo os vestígios milenares recolhidos no Museu Municipal de Carregal do Sal, graças sobretudo à abundância e à qualidade das águas das suas ribeiras e dos seus campos férteis.  

Mas o nossa ecologia é  frágil, especialmente quando sujeita aos abusos que se verificam a montante na bacia hidrográfica da Ribeira de Travassos, que inclui os campos férteis de Beijós mas que prossegue para o Rio Dão, onde desagua,  a própria barragem da Aguieira, o Rio Mondego, até ao mar.

Não há qualquer conflito entre os postos de trabalho numa empresa e o meio ambiente.  Aliás eles só terão futuro, as pessoas que lá trabalham só se podem sentir minimamente seguras, se a empresa fizer os investimentos que tem de fazer para deixar de poluir os cursos de água públicos. 
E enquanto não for construída uma solução definitiva, os seus efluentes devem ser canalizados  para estações de tratamento. Custa dinheiro? Pois custa. Mas tem que ser a empresa poluidora a assumir esses custos e não os milhares de utilizadores da água pública das ribeiras e rios.

Os autarcas dos municípios de Nelas, de Carregal do Sal e Santa Comba Dão não podem ficar de braços cruzados à “espera que a tempestade passe”.  Como reguladores e zeladores dos interesse público, também eles são certamente responsabilizados, politicamente e não só.  




Não a pedreira em Beijós - consulta pública obrigatória

terça-feira, 8 de julho de 2014
Atribuir licenças de pesquisa mineira e fazer contratos de exploração mineira sem que os proprietários e os cidadão em geral,  sejam ouvidos nem achados  , e nem sequer informados através de uma consulta pública,  é claramente abusivo e inaceitável.  
Num país em que se utliza carta registada para tudo e mais alguma coisa, será que algum dos dezenas de proprietários e dos centenas de cidadãos afectados recebeu sequer um bilhete postal sobre a potencial  exploração mineiro a montante de Beijós? 

Beijós é a "aldeia que trabalha" no coração verde de Portugal, com 3.000 anos de povoação e de tradição , como nos conta o Museu Municipal.  Será que os benefícios financeiros de uma pedreira algum dia podem compensar as perdas económicas, sociais e ambientaisda degradação de uma aldeia a agricultura tem resistido, aonde ainda muita gente vive da agricultura.   

Ver mais sobre o licenciamento de pedreiras em  http://visaconsultores.pt/servicos.php?cat=4&code=39
Ver impacto de mina de feldspato em 

http://www.publico.pt/local/noticia/populacao-de-benespera-exige-encerramento-de-mina-de-feldspato-141839  

GUARDA -  População de Benespera exige encerramento de mina de feldspato 10/05/2002 


"A população de Benespera, freguesia do concelho da Guarda, manifestou-se hoje junta à mina de feldspato existente na localidade para protestar contra as fortes explosões ocorridas na noite de ontem e que terão causado vários danos em casas e no cemitério local.

Um abaixo-assinado a reclamar o encerramento da mina deverá seguir em breve para o Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente.

O autarca disse à Lusa que a mina está a laborar "contra a vontade" da junta de freguesia e da população em geral e que desta exploração não são obtidas "quaisquer mais-valias" para a aldeia.

Feldspato é o nome genérico de um mineral muito frequente na constituição das rochas e é utilizado para abrasivos e no fabrico de porcelanas."

Pioneiro em PPP

terça-feira, 10 de junho de 2014
Já todos sabíamos que há uma beijosense especialista em PPP. O que poucos saberão é que houve um beijosense pioneiro em PPP. Há 120 anos, com um rendimento garantido de 6% ao ano.
No dia das Comunidades Portuguesas, este post é uma homenagem a todos os emigrantes beijosenses.

Silvas não pedem pão

segunda-feira, 9 de junho de 2014
"As silvas não pedem pão", dizem os mais velhos, quando já não podem cultivar os campos ou limpar as matas, deixando que sejam progressivamente tomadas pelas silvas.   As pequenas quelhas que davam algum rendimento na agricultura de subsistência, agora nem sequer dão prejuízo. 
A menos que os proprietários queiram vender, em cujo caso os documentos e emolumentos da escritura custam mais do que vale um terreno de 200 m2 . 
Entretanto,  um jovem casal que necessite 5-6 hectares para uma nova exploração agrícola não consegue comprá-los nem  alugá-los, mesmo com a ajuda da Bolsa de Terras.  
A teia fundiária de muito pequena dimensão, e de enorme fraccionamento e dispersão de prédios rústicos, torna a agricultura moderna inviável. É uma das razões que Portugal é um grande importador de alimentos de outros países como a Holanda que têm uma agricultura muito mais moderna e eficiente que a nossa.  
É difícil concluir se estes mini-fundios, que caracterizam as explorações agrícolas no Norte e Centro de Portugal, fazem parte da causa ou da consequência da nossa pobreza rural.  O que é sobejamente claro é que os mini-terrenos nunca vão fazer parte da solução.   
Por isso, a  solução vai ter que passar pelo emparcelamento rural, como o projecto  de Coutos de Moura no Alqueva, que envolveu 2020 terrenos e cerca de 760 proprietários, e que permitiu reconverter o olival de sequeiro numa produção bastante mais viável e sustentável. 
Mas as  silvas podem "comer" bastantes recursos, se alguém romper com a tradição e ousar se queixar.  Os proprietários de terrenos onde existam silvados ou depósitos de lixos  ou resíduos podem ser notificados para proceder à respectiva remoção, sempre que haja uma queixa ambiental à GNR (SEPNA), que pode fazer-se pela linha SOS Ambiente: 808 200 520.  Na pratica, este requisito de denúncia ou queixa prévia  desobriga a todos, e continua a promove o abandono de terrenos, e a dependência de importações.  

Também há grandes explorações agrícolas em Portugal, como a FRUPOR em Odemira, que conseguem competir a nível europeu  ver http://www.frupor.com/

Limpeza de terrenos  http://florestadointerior.blogspot.pt/2011/01/limpeza-de-terrenos-e-matas.html
Emparcelamento  Coutos de Moura http://www.publico.pt/local/noticia/emparcelamento-rural-em-moura-permite-projecto-de-rega-integrado-no-alqueva-1638635

Bolsa de Terras – Disponibilização de terras do EstadoDespacho n.º 6559/2014, de 8 de maio relativo à disponibilização de terras do Estado na Bolsa de terras.

ADICES gestora da Bolsa de Terras na região do Dão,    adices@adices.pt,  http://www.adices.pt/index.php/component/content/article/1-latest-news/366-adices-promove-bolsa-de-terras-no-territorio
ases do Projecto de Emparcelamento Rural de Lagoa - Macedo de Cavaleiros, 
  • Diário da República núm. 266, 16 de Novembro de 2001 
  • Serie I 
  •