Quando vi a pompa com que este projecto foi apresentado, não pude deixar de me lembrar do Viseu Digital. Ora, parece que o principal gestor do projecto, a Agência de Desenvolvimento Regional denominada Lusitânia, anda agora nas bocas do mundo por causa de uns dinheiros que foram "executados".
Vejamos o que diz o DN:
«A associação, que existe desde 2002 e vai agora ser extinta, criou sites na Internet que não funcionam e uma plataforma para o Governo electrónico de 16 autarquias dos distritos de Viseu, Coimbra e Guarda, que apresenta problemas e vai ser encerrada. Apesar dos milhões de euros gastos, a União Europeia vai voltar a financiar um novo projecto de rede de comunicação e informação digital.»
Para mim, o que diz o presidente da Câmara de Viseu não é nada surpreendente e é muito relevante: «Nós fomos empurrados para a Lusitânia para realizar um projecto que poderíamos ter feito melhor sozinhos».
Não sei se o DN perguntou a Fernando Ruas quem o empurrou, mas sei que a própria política que está na base da arquitectura do QREN e programas similares facilita estes empurrões. Ora leiam: «São susceptíveis de financiamento no âmbito do presente regulamento, as operações que visem a preparação de parcerias estratégicas para a implementação de iniciativas inovadoras para o desenvolvimento territorial, bem como a promoção de projectos inovadores com elevado efeito demonstrativo, que, simultaneamente, permitam a densificação e qualificação das redes de instituições regionais de apoio ao desenvolvimento em exercício de funções.» (sublinhados meus) Perceberam?
Há 19 horas




