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Quantos Penedos existem, esquecidos depois dos incêndios?

2018/03/01

"QUANTOS PENEDOS EXISTEM? O MAIOR INCÊNDIO DE PORTUGAL CAIU NO ESQUECIMENTO

No dia 15 de Outubro de 2017 vivemos uma das maiores catástrofes colectivas do nosso país. Um dia onde se registaram 523 ocorrências, segundo o primeiro-ministro, dos quais 33 de tamanho bastante considerável. A porta-voz da Protecção Civil descreveu o dia como "o pior dia do ano em matéria de incêndios", mas como têm sido para as populações os meses depois dos incêndios?

O fogo propagou-se rapidamente devido a fortes ventos causados pelo furacão Ophelia, as temperaturas invulgares acima dos 30º, à seca e também pelo tamanho estado de abandono que o nosso território interior sofre. Os incêndios destruíram vidas, casas, industria, floresta e futuro. Pelo menos 45 pessoas morreram, houve mais de 70 feridos ligeiros e graves.
O distrito onde mais vítimas mortais houve foi o distrito de Viseu, com pelo menos 15 vítimas mortais.

Estive há umas semanas na aldeia do Penedo, na freguesia da Lajeosa do Dão, situada no concelho de Tondela, que  foi uma das aldeias mais afectadas do concelho nos incêndios do passado Outubro. O que vi foi um cenário medonho, onde a única luz são as pessoas voluntárias que dão vida a pequena aldeia, uma aldeia que aguarda pelas promessas.
Aqui residem 78 pessoas, na sua grande maioria pessoas de uma certa idade, arderam casas de primeira habitação e casas de segunda habitação, sendo que podemos questionar-nos o que quer dizer para o Estado uma casa de segunda habitação já que muitas dessas casas eram habitações de fim de semana, onde pessoas vinham da cidade dar um pouco mais de vida a estas aldeias despovoadas do Interior. Também arderam barracões onde a maioria das pessoas guardava as alfaiais agrícolas.
Mais de metade destas pessoas do Penedo tiveram prejuízos superior a 5 mil euros, mas candidataram-se as ajudas até 5 mil euros com medo a não receberem nada, mais que isso, com medo da burocracia exigida aos apoios superiores a este valor.
No Penedo, não houve qualquer apoio institucional, receberam nos primeiros dias a visita do Presidente da Câmara de Tondela, aquando o levantamento das habitações ardidas, apoio a outros níveis, tem sido prestado por voluntários independentes que aqui estão desde 17 de Outubro. Os próprios autarcas locais esqueceram o incêndio de dia 15 de Outubro.
Não houve apoio psicológico, quando foi solicitado, as pessoas receberam a informação que teriam de se deslocar à sede da Junta, a Lajeosa do Dão, do outro lado do rio Dão, e o mesmo seria prestado através de atendimento, prática que não funciona nestes meios, pois existe ainda muito preconceito em relação à função de um psicólogo.
Não houve qualquer tipo de esclarecimento das populações acerca dos apoios e candidaturas para a agricultura, mais uma vez a informação chegou a conta gotas e com indicações diferentes dia após dia.  Mais uma vez as pessoas tinham que se deslocar até a Lajeosa do Dão para fazerem o registo de danos e as respectivas candidaturas foram feitas pelos voluntários que aqui estiveram.
Não há previsão para o começo da reconstrução das casas de primeira habitação, as pessoas estão alojadas em casas de familiares e vizinhos que cederam as suas habitações.
O abandono e esquecimento do Interior é tão grande que esta aldeia não tem saneamento e água potável, portanto uma aldeia fragilizada que sofreu ainda mais com os incêndios de Outubro do ano passado.

No Penedo conheci o sr. Silva, um senhor com mais de 80 anos que perdeu tudo o que tinha, perdeu a agricultura, a casa e a esperança de viver. Aguarda pelas promessas que lhe foram feitas, mas não vai esperar para sempre.
Conheci a sra. Augusta, que olha para o horizonte sem esperança nenhuma, sem vontade de começar do zero, sem vontade de encarar o futuro.
Conheci a luz da aldeia,  uma voluntária com raízes no Penedo que se encontra lá desde 17 de Outubro. Ela faz de empreiteira, de veterinária, de psicóloga, o que seria do Penedo sem ela? Ela é que traz vida a aldeia e a população.

Enquanto se fala dos investimentos da Google em Lisboa, da Amazon no Porto, dos bilhetes para o jogo do Ministro Centeno esquecemos-nos que Portugal sofreu umas das maiores catástrofes dos últimos tempos, uma catástrofe que ainda não acabou. Um pesadelo que continua a ser a nossa realidade.

O Penedo é uma aldeia de muitas. Resta saber quantos Penedos existem. Resta saber quando é que o Estado vai assumir o Interior como uma prioridade.

Diego Garcia
29 de Janeiro de 2018 

Sexta Feira Santa - ACROP

2016/03/10

Magusto de S. Martinho - ACROP

2015/11/09

8º Aniversário ACROP

2015/08/31

Caminhada ACROP - 12 de Julho 2015

2015/06/29

Com as desculpas da direcção pelos adiamentos, nova data para a caminhada da ACROP.



Caminhada ACROP - 14 de Junho de 2015

2015/05/16
Pedimos desculpa, o anterior cartaz estava errado. Este é o correcto.


ACROP - Semana Santa

2015/03/15

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2014/12/08

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2014/08/26

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2013/05/11




















Caminhada da ACROP

2013/05/04

Convívio da Amizade - ACROP

2013/04/18
No mesmo dia da Caminhada da Primavera da ACDB, a ACROP promove um Convívio da Amizade.

Convivio de Sexta Feira Santa - ACROP

2013/03/30
Ainda que com bastante chuva e condições atmosféricas adversas, o convivio de Sexta Feira Santa da ACROP, seguiu a sua tradição.

Como é tradição, os horários não foram cumpridos, pois os participantes foram chegando ao ponto de encontro, a conta-gotas, talvez com medo da chuva.
O "Salão de Festas"

Ainda assim, estiveram presentes entre 16 e 18 participantes, que aproveitaram o dia da melhor forma.

Este ano realizou-se na Malcata, nos chamados "Encontros", onde a Ribeira de Beijós de encontra com o Rio Dão.

Durante a estadia no local, o nivel das águas subiu considerávelmente, o que levou ao regresso a casa mais cedo que o habitual.

Ribeira de Beijós - Final da manhã

Ribeira de Beijós - Meio da tarde

Ribeira de Beijós - Final da tarde 
Foz (Ribeira á esquerda - Rio Dão á direita) - Final da manhã

Foz  - Meio da tarde 
Foz - Final da tarde 

Rio Dão - Final da tarde