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Feirinha de Verão nas Carvalhas 2018

domingo, 5 de agosto de 2018








Beijoz Comercial - compra venda de casa de aldeia

No regresso a casa, quem quer casa tem por onde escolher
em Beijós,

desde casas antigas

 até às casas recém reconstruidas ou novas. 




Um encontro no café, 








um passeio pelas ruas pelo fresco do fim de tarde,


havendo vontade, conciliam-se os interesses do vendedor e do comprador



e dispensam-se mediadores.





Organizem-se - ou Pinhal Interior vai ceder ao novo Eucaliptal Interior

quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Onde havia muitos pinheiros e  mimosas que arderam na noite de 15-Outubro-2017, os pouco eucaliptos rejuvenescem rapidamente depois dos fogos.  Agora nasce um verdadeiro eucaliptal espontâneo. A palavra eucaliptal ainda aparece  apenas 158.000 vezes no Google, mas as imagens não mentem.

Vamos deixar de fazer parte do Pinhal Interior para passar paro novo Eucaliptal Interior ? 

Segundo um importante artigo no DN de domingo, 29-Julho, o governo continua a apoiar os produtores de eucapliptos, bem organizados desde 1993 na CELPA.

Os produtores de pinheiro e de carvalho, um espécie considerada essencial para a segurança das florestas, mal organizados, têm recebido uma pequena fração dos apoios, não sementes, não há plantas nos viveiros.

Organizem-se ! 

Na terça-feira, o governo apressou-se a corrigir as suas prioridades florestais, realinhando os financia.  Segundo o DN, "de acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural (MAFDR), este "novo ciclo de apoio à floresta" consiste na abertura de "concursos regionalizados" que têm como prioridade a recuperação de áreas ardidas e a reconversão de áreas de eucalipto de baixa produtividade em zonas de espécies de crescimento lento."

"Trata-se de uma mudança de paradigma no apoio à floresta, que vai ajudar a equilibrar a distribuição de ajudas pelo território, uma vez que estamos a lançar, pela primeira vez, concursos regionalizados", explica o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.

Segundo Miguel Freitas, "o concurso decorre em duas fases, abrindo hoje a primeira delas, com um concurso para o norte do país, no valor de 10 milhões de euros, e outro para o Centro, no valor de 12 milhões de euros".

A ideia é apoiar especificamente as duas regiões do país "onde a estrutura (fragmentada) da propriedade oferece maiores dificuldades à obtenção deste tipo de apoios", isto é os minifúndios do Norte e Centro.

Mas será que os produtores de pinheiros, os proprietários de pequeníssimas matas de subsistência, muitos deles idosos ou ausentes, se conseguem organizar para concorrer a apoios essenciais para criar uma florestas sustentável e concorrer a apoios contra as maiores empresas do país?

Fontes:
Melhor Eucaliptal https://www.dn.pt/edicao-do-dia/29-jul-2018/interior/-eucaliptos-tem-cinco-vezes-mais-apoio-do-que-floresta-nativa-9650078.html
ou Melhor Florestahttps://www.dn.pt/pais/interior/floresta-com-apoios-regionalizados-a-partir-de-hoje-9659835.html 

Feirinha de Verão mostra produtos locais e oferece convívio

A terceira Feirinha de Verão a 28-29 de Julho ofereceu produtos agrícolas e artesanato aos clientes e visitantes, numa iniciativa da Junta de Freguesia de Beijós a que aderiram feirantes e outras associações locais.





O convívio ao fresco debaixo das Carvalhas continuou pela noite dentro.


Parabéns a todos pela iniciativa e pelo entusiasmo e participação.



Manda a tradição...festejar o S. João - 2018

sexta-feira, 15 de junho de 2018
O verão aquece e o dia estende-se.

Os mordomos visitam os residentes e os ausentes a solicitar apoios, agora também por transferência bancária.

As zeladoras preparam a igreja. Prepara-se a sardinhada.

Somos todos convidados para a nossa festa, o nosso encontro de familiares, amigos e vizinhos como participantes, não como meros espectadores.

Mais uma Festa na Aldeia com procissão e arraial. 

A não perder!

Minifúndios agravam risco de incêndios

sexta-feira, 11 de maio de 2018
Este mapa parcelário à esquerda não é de Beijós, mas podia ser.
Note-se o rendilhado com longas linhas paralelas do cume para o ribeiro a definir as numerosas tiras de terreno estreitinhas.  Em muitas destas parcelas de minifúndio nem será possível um trator dar uma volta, muito menos um autotanque dos bombeiros.

O mapa colorido à direita também não é de Beijós, pois ainda nos falta um Plano de Gestão Florestal para a aldeia.
O estudo "Portugal Wildfire Management in a New Era" do especialista americano Mark Beighley (Fev 2018) aponta as principais causas dos incêndios desastrosos de 2017.
Segundo e especialista americano, Portugal tem um dos maiores níveis de risco de incêndio florestal na Europa,  e o risco continuará a subir, podendo a área ardida saltar de 500 mil hectares para chegar a 750 mil hectares/ano.
As principais causas do elevado risco de incêndios rurais e florestais em Portugal incluem:

  1. Mudanças demográficas, urbanização e emigração
  2. Elevada vulnerabilidade às alterações climáticas 
  3. Mudanças no uso da terra, com cada vez mais terras abandonadas.  Cerca 80% das florestas não são geridas porque não são comercialmente viáveis.  As despesas de manutenção da floresta são elevadas, o que torna o abandono uma decisão lógica,  quer da parte dos proprietários presentes quer dos proprietários ausentes.  
  4. Fragmentação da propriedade dos terrenos, com numerosos minifúndios, o que dificulta e desestimula o investimento em gestão florestal e planeamento para a prevenção de incêndios.  Apenas 3% das florestas portuguesas são propriedade do Estado e das Autarquias, comparado com 30% em Espanha e mais de 70% em alguns outros países europeus. 
  5. Elevado número de ignições, 98% das quais são de mão humana, incluindo 16% por reacendimento devido a ineficácia de ações de rescaldo. 
  6. Insuficiente planeamento e execução de planos de prevenção e combate 

Convenhamos que não podemos controlar as tendências demográficas nem as alterações climáticas.
Já o rendilhado dos minifúndios é da nossa lavra, é o resultado indesejável de um conjunto de leis e tradições cujas consequências negativas estão à vista. 

As pequeninas parcelas, os minifúndios, são insustentáveis em termos em termos económicos, e por isso passam a ser insustentáveis em termos ambientais, contribuindo para riscos ecológicos cada vez maiores.

O fogo distingue espécies de árvores, mas não reconhece estremas nem limites de propriedade.
Está na hora de aceitar essa realidade e promover o emparcelamento para criar fazendas que possam ser geridas para a sustentabilidade.

Só que os custos de transação, o IMT, os registos, o imposto do Selo, os honorários notariais são elevados e não há apoios para isso o emparcelamento.
Vais-se deixando tudo em nome do trisavô...entregue às silvas e às chamas.
Ver to estudo de Beighley em https://www.isa.ulisboa.pt/files/cef/pub/articles/2018-04/2018_Portugal_Wildfire_Management_in_a_New_Era_Engish.pdf

Gestão Florestal sustentável para uma Aldeia+VERDE, Beijós, 8-Maio-2018

À Senhora Vereadora Ana Cristina Borges, aos professores e alunos da Escola Agrária de Viseu, aos especialistas do ICNF-DGOV,  da Quercus Viseu e da Câmara de Carregal do Sal, aos  Comandantes das corporações de bombeiros de Cabanas de Viriato, Canas de Senhorim e Carregal do Sal, e muito especialmente aos co-patrocinadores,  Presidente da Junta de Freguesia de Beijós e ao Presidente da Associação de Beijós:
Os nossos agradecimentos por nos proporcionarem este importante momento de reflexão com a vossa participação e valioso contributo sobre um Plano para UMA Floresta Sustentável para Beijós.  

A sessão de reflexão de 8-Maio-2018 foi uma boa oportunidade para partilhar ideias e reforçar conceitos essenciais para um futuro melhor.  O evento teve algum eco com uma entrevista  na Radio Regional do Centro, 96.2 FM.  Favor ver o link para que possa ouvir e partilhar    https://www.facebook.com/regionalcentro/videos/2539053556120915/ 


Floresta Sustentável Beijós 8-Maio-2018
Considerando que as tendências demográficas e as alterações climáticas estão fora do nosso controlo, cabe-nos focar os nossos esforços naquilo que podemos fazer, não só a prevenção e proteção da aldeia, mas também a gestão da floresta envolvente, para que as matas voltem a ser um ativo e não apenas uma fonte de despesas e de risco.  



Por isso tomamos nota da importância de planear e implementar novas iniciativas coletivas à escala local focadas na gestão de riscos e na sustentabilidade social e económica, para a fim de promover a sustentabilidade ecológica e ambiental. 


Temos um novo vocabulário de conceitos a compreender e a aplicar: 

-  Plano de Gestão Florestal para a aldeia e a freguesia
- Faixa de proteção do perímetro urbano da aldeia para limitar os "riscos coletivos"
- Criação de corta fogos e acessos florestais 
- Plantação de espécies mais resistentes ao fogo, floresta de proteção
- Aproveitamento dos cursos de drenagem com  a criação de bacias de retenção de água
- Novos aproveitamentos de biomassa  (em estilha numa mini-central para instalações públicas locais) para gestão, aproveitamento e valorização do combustível 
- Biodiversidade de espécies de árvores, arbustos e outras plantas
- Silvo-pastorícia para a gestão de combustível, compatibilizada com outras atividades agricolas, como hortícolas, viveiros, flores, turismo de natureza, etc. 
- Mobilização e envolvimento dos numerosos proprietários de minifundio, com especial atenção para os proprietários ausentes na diaspora 
- SAF novo sistema agro-florestal mais sustentável 
- Importância de preservar o solo, o principal "suporte de vida" 




A segurança e a sustentabilidade depende cada vez mais da colaboração, de trabalharmos juntos 



Beijós Outubro 2017