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Sousa Mendes recordado em Nelas, 28-Janeiro, 14h30

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Na semana de 25 a 29 de Janeiro 2010, o Departamento de Ciências Sociais e Humanas e a Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Nelas irão lembrar as vítimas do Holocausto, promovendo as seguintes actividades:

Exposição temática e homenagem a Aristides de Sousa Mendes

Ciclo de Cinema com a exibição dos filmes
A Vida é Bela de Roberto Benigni ( 2ª feira)
A Lista de Shindler de Steven Spieldberg ( 3ª Feira)
O Rapaz do Pijama às Riscas de MarK Herman (4ª feira)
O Pianista de Roman Polanski ( 6ªfeira )

No dia 28-Janeiro-2010, às 14h30, irá decorrer uma conferência com a presença de responsáveis da Fundação Aristides de Sousa Mendes, a escritora Julia Nery e Lina Madeira, invesigadora da Universidade de Coimbra.
Fonte: ESNelas ,
http://amigosdesousamendes.blogspot.com/

10 Comentários:

Prevenir novos holocaustos disse...

Prevenir novos holocaustos

O fascismo e o nazismo, bem como todo o tipo de ditaduras começam, instalam-se, muitas vezes aceites pelo povo, ou mesmo com o seu apoio, por vezes sob o alibi de trazer ordem a dificuldades económicas, a confusão partidária e a desorganização e fraqueza das instituições democráticas.

Por isso, a melhor forma de prevenir esses regimes totalitários é fazer com que a democracia económica e política, bem como a justiça, funcionem o melhor possível.

Mas também é importante alertar e prevenir as consciências porque a vida não corre sempre sobre rodas, ou seja, a democracia tem os seus precalços e não é por isso que devemos preferir e apoiar aqueles que dizem que vão por tudo em ordem, em regra aompanhados e abençoados por hierarquias religiosas ressentidas pelo poder e privilégios perdidos.

Foi o aconteceu em Portugal em 1926 e nos anos seguintes. A democracia da Iª República apresentava sérias dificuldades e os “salvadores”, depois liderados por Salazar, logo apareceram e sempre tiveram a benção da hierarquia da igreja católica.

Este ano, em que se comemora 100 anos de implantação da República em Portugal, é bom que haja iniciativas como esta da Escola Secundária de Nelas.

beijokense disse...

Eu não sei qual é a eficácia das "prevenções", mas sei que conhecer a História é importante para estar alerta. Ora, a História diz-nos que a democracia chegou a Portugal depois do 25 de Abril.
Desculpe-me ser tão directo, mas só a ignorância da História permitirá chamar "democracia" ao regime da I República.

Solicitador Mor disse...

Portugal está em crise.

O Governo propõe 0% de aumentos.

As classes mais abastadas não concordam e juntos pediram aos governantes, por estarem solidários com os que ganham menos, que haja aumentos dos ordenados até 1000 euros, em 2% pouco mais do dobro da inflação esperada.

Onde vou arranjar este dinheiro?
Perguntou o Sr. Ministro das Finanças.

Os representantes dos Administradores da Administração Pública, da Banca, das Empresas Público-Privadas e os reformados de elite fizeram a entrega da seguinte proposta:
Quem aufere acima de 4000€ reduz 4%;
os que recebem 5000€ cortam 5%;
6000€ perdem 6%
(...)
10 000€ baixam 10%
20 000€ menos 20%
O Sr. Victor Constâncio e outros que recebem por mês mais de 30 000€ contribuem com 30% da sua remuneração.

Aqui está meus senhores uma iniciativa louvável, patriótica, que só grandes democratas como são os nosso mais altos quadros dirigentes do país poderiam fazer.

Obrigado em nome de toda a Nação.
Vós sois de facto os mais valentes e tornar-se-ão imortais.

Obrigado sr. Governador do Banco de Portugal; Srs. Administradores das grandes empresas, Juízes, Professores universitários, Ministros, Secretários de Estado, Comissários no Parlamento Europeu, Presidentes de Câmara, Deputados à Assembleia, Vereadores Municipais, Directores Gerais.
O povo português agradece este vosso grandioso gesto.
As agências de rating internacional podem agora ver de que massa são feitos os Grandes Portugueses.

A vossa solidariedade só é comparável com a vossa inteligência e grandeza de carácter.

Mais uma vez o nosso obrigado do coração.

Anónimo disse...

Armando Vara, recebe tanto como 75 ordenados minimos mensais.Se lhe cortarem 50% ainda fica con
37,5 ordenados minimos.Mas quantos milhares Ha ai a sombra do compadrio politico.
A esses senhores o BES tambem lhes cobra 4,11 euros por levantar, parte do seu dinheiro la depositado?
Duvido, faziam um cagacal tremendo.Ou melhor transferiam os seus dinheiros, para o A.I.G.
Como fez o Ricardo Salgado aos 100.000.000. de euros, dos depositantes no BES.
Que nos americanos agora lhe teremos de pagar. Os depositantes do BPP. Receberam?.Duvido que o recebam.
Francisco Abilio Abrantes
22815 Alice St.
Hayward, Ca 94541
U.S.A.

Anónimo disse...

Ha cerca de 200 anos. Carlos pinto de Almeida. Nos seus livros (os Homens da Cruz Vermelha)
Escreveu que Portugal Era e sera sempre governado por "nulidades".
Livros editados pela LIVRARIA PORTUGEUZA EDITORA.
De Manuel Capelo & Co.
Fall River, Mass.
De certo que ja nao existe.
Francisco Abilio Abrantes
22815 Alice St.
Hayward, Ca 94541

Solicitador Mor disse...

Porque é que a celebração do centenário da República, em 2010, começa com um acontecimento ocorrido em 31 de Janeiro de 1891?

Porque é que a celebração do centenário da República começa com a lembrança de uma derrota?

Solicitador Mor disse...

Porque é que o Sr. 1º Ministro lembrou que um dos ideais da república era o estado laico e a laicidade e o início dos festejos do centenário da república começou com um discurso do Capelão (católico) do Exército a agradecer a Deus a estoicidade dos que morreram na revolta contra o regime de 31 de Janeiro de 1891, Porto?

Solicitador Mor disse...

Porque é que o Sr. Presidente da República se alia a um festejo que recorda uma revolta de alguns militares e alguns populares, ocorrida em 31 de Janeiro de 1891 no Porto?
Porque foi feita por republicanos!

Então, não foi ele (o Sr. Presidente da República, Professor Cavaco silva) que disse não poder apoiar o acto de Aristides de Sousa Mendes por ter sido uma desobediência?
A revolta do Porto, não foi também uma desobediência?

Ou será que o Sr. Presidente da República, o Professor Cavaco Silva não pode apoiar o acto de consciência (Exemplo de Humanidade)de Aristides de Sousa Mendes, porque era este um católico convicto, e um monarca assumido?

Solicitador Mor disse...

O Sr. Presidente da República disse no seu discurso no início dos festejos do centenário da república, no Porto "As centenas de iniciativas que irão ser lançadas em todo o País" durante o ano.

Quanto é que vai custar ao erário público tanta festa?

Não é este o ano de todas as poupanças com o disse várias vezes o Presidente da República, O 1º Ministro e o Ministro das Finanças?

Ainda há poucos dias soubemos que o XVIII Governo Constitucional no seu Orçamento de Estado para o corrente ano, precisou de apertar o cinto aos portugueses, sendo uma época de austeridade.

Não vai haver aumentos de ordenados.
Aumento de 0% para todos.
Inclusive para quem leva para casa uns míseros 500, 600 ou 700 euros por mês.

Quando o dinheiro é pouco deve-se cortar no supérfluo.

E estes governantes cortam nos vencimentos do povo.

Ideais Repúblicanos

beijokense disse...

@Solicitador Mor (14:40)
Muitos indivíduos ganharam estatuto de heróis por terem sido presos na sequência da "revolta" de 31 de Janeiro. No entanto, durante os julgamentos, grande parte deles negou qualquer envolvimento em qualquer tentativa de conspiração.
Foi o caso de João Pais Pinto, que viria a ser Abade de Cabanas e dá nome à principal rua de Beijós. Numa reportagem sobre o julgamento pode ler-se:
«Tinha por costume recolher a casa todos os dias, ás 7 da tarde, sendo falso que conspirasse na sombra contra as instituições vigentes; para elle eram boas todas as formas de governo, desde que os homens se inspirassem nos verdadeiros principios da moral e da justiça. Desilludido com respeito aos processos governativos até aqui seguidos, a Republica era para elle uma esperança, mas não a queria por meio da anarchia; os comicios realisados no theatro do Principe Real, em que figurara, deram-lhe certa notoriedade, sendo essa a origem das desventuras por que estava passando. Não era homem de acção, porque d'isso o impedia o seu caracter sacerdotal. Tendo ouvido falar no dia 30 a alguns individuos na revolta que se ia dar, sobresaltara-se com a noticia e recolhera a casa. Na manhã seguinte, sahira para fins religiosos, ouvindo então falar na reunião das tropas na praça de D. Pedro. Ao avistarem-n'o, muitos populares ergueram-lhe vivas. Entrara no edificio da camara, mas ao vêr que ali reinava a anarchia, afastara-se do local, encaminhando-se{155} novamente para o seu domicilio».

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