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Estado de Sítio em Beijós

sábado, 20 de fevereiro de 2010
O sr. Beirão não é o habitual comentador do Beijós XXI com esse nick, é Caetano Maria Ferreira da Silva Beirão, um reputado médico e investigador que também foi político e aqui aparece na qualidade de deputado, numa interpelação ao Ministro do Reino em Janeiro de 1843. Era um dos poucos deputados da oposição, na primeira legislatura em que os miguelistas se apresentaram a eleições.
Como já leram, a nossa aldeia foi o objecto da interpelação. Esta foi feita com base em notícias que foram surgindo em periódicos realistas, algumas das quais eu já publiquei no Beijós XXI durante o ano de 2009. Efectivamente, entre 1838 e 1843, Beijós foi por diversas vezes ocupada pela "tropa" para manter a "ordem pública", na visão do poder, ou a "repressão", na visão da maioria dos nossos antepassados. A interpelação de Caetano Beirão ocorre após uma prolongada presença das tropas na aldeia em finais de 42, princípios de 43, algo que se poderia classificar como um verdadeiro Estado de Sítio. Mas, como disse, essa não foi a primeira nem a última ocasião. Num post de 12-7-2009 reproduzi uma notícia de 1839 que dava conta que «ali tem mandado por vezes tropa, que faz toda a qualidade de vexames e desordem» e que mencionava quatro antepassados meus que não reconheciam o padre encomendado. A resistência foi longa e, segundo a historiadora Fátima Sá, que fez tese de doutoramento sobre as resistências populares ao liberalismo, teve um desfecho singular, comparativamente a outros casos de "insubmissão" verificados no país - o governador do bispado de Viseu teve de obter a concordância de alguns paroquianos para nomear um pároco aceite pela população.

6 Comentários:

Jota Jota disse...

Tão ja nao se pode comentar pá!!

Jota Jota disse...

falta realçar que Beijós fica num vale e que se as povoações em volta urinassem todos em simultaneo ficava submersa tipo babilonia...

Anónimo disse...

Por volta do ano de 1900, havia 4 padres a viver em Beijos.
O padre Antonio,abade Acipreste,e os Monteiros.
Faziam concorrencia, uns aos outros.Ou melhor roubavam o freguez, e de tal forma que chegaram a dizer missas, (a tostao).Um dia a criada do Sr. padre Antonio!...
Lamentou-se!...
Entao Sr. Padre Antonio,
Missas a tostao!...
Calate rapariga, que elas ainda menos "valem."
O Sr. padre Antonio era um dos grandes proprietario na aldeia.Enquanto dizia a missa, queria que a criada, fosse encaminhar a agua a regada.Ele estava garantido, que a agua estava segura. Um domingo ela foi la muito rapido,e, ainda foi a missa.Nao gostou de a la ver.
E, barafustou com a serva.
Entao, eu nao posso ir a missa?
Podes!...
Mas!...
Olha que a missa e boa para mim, porque ganho dinheiro com ela.
Historias do passado
Recordar e viver.
F. Abilio Abrantes
U.S.A.

Beirão disse...

Entre a espada e o credo.

Doutor disse...

sr. jota jota

Tenha calma, desabafe mas não se entusiásme muito pois nem todos os que o ouvem têm a mesma formação científica que eu.

Algum, mesmo paciente pode enfiar-lhe um moquenco nas fuças.

Eu proponho que me procure no consultório, vai ver que não doi nada e a cura é possivel.

Jota Jota disse...

Doutor
Gostei do "Sr." porque a educação fica sempre bem.Quanto a sua formação cientifica(seja la o que isso for) deve ser mesmo muita pois consegue ouvir o que eu escrevo.alem de que as expressões moquenco e fuças são termos usados por quem detem grande formação...cientifica.Por outro lado,caso me arranje a morada do seu consultorio terei todo o gosto de lhe fazer uma visita.com a maior cordialidade claro...

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