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De volta à agricultura

domingo, 13 de janeiro de 2013
Portugal mais  auto-suficiente nos alimentos,  mas a agricultura é ainda pouco apreciada.
Agora a comunicação social fala do regresso à agricultura.

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Regresso à agricultura - a necessidade aguça a vontade?
02 Dezembro 2011, 09:54 por Lúcia Crespo  

O Presidente da República, Cavaco Silva, apelou ao regresso à terra. Bagão Félix também. "Trocou-se a terra por euros bruxelenses e pelo asfalto motorizado", exprimiu. Voltar à agricultura para diminuir as nossas importações e aumentar as exportações, argumentam. Afinal, que terra é a nossa terra?
"O produtor agrícola tipo é homem, tem 63 anos, apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem formação agrícola exclusivamente prática e trabalha nas actividades agrícolas da exploração ...Fonte:  http://www.jornaldenegocios.pt/especiais/weekend/detalhe/regresso_agrave_agricultura___a_necessidade_aguccedila_a_vontade.html


Regresso ao Campo
Os jovens estão mesmo a regressar ao campo, não é ilusão. Só este ano, a CAP diz que se instalaram 2 mil jovens na agricultura. O que dá uma média de 200 por mês. "Muitos têm formação superior, vêm de outras áreas para criar o seu próprio emprego, são empreendedores", frisa João Machado, presidente da CAP. As boas notícias sucedem-se: "Nos últimos dois anos, a agricultura criou mais de 20 mil novos postos de trabalho e os projetos já entrados no Ministério da Agricultura para serem financiados pelo PRODEP preveem a criação de mais 30 mil empregos."
Isto só traduz a continuidade de uma tendência que começou timidamente mas promete impor-se. Nos últimos cinco anos, foram "investidos 5,7 mil milhões de euros na agricultura, mais de mil milhões anuais", em grande parte suportados por privados (apenas 30% de fundos públicos). Conclusão: o setor começa a rejuvenescer, a modernizar-se (usa agora muita tecnologia), a produzir mais, melhor e a aumentar a rentabilidade. Por esta altura, a agricultura valerá qualquer coisa como "10 mil milhões de euros".
Mais: de janeiro a agosto, as exportações aumentaram 13%, esperando-se uma significativa subida no final do ano, apesar da crise e das dificuldades. A produção de milho tem vindo a aumentar e a contrariar a descida da produção de cereais. Mas é à viticultura (vinho e vinha), ao olival e aos frescos (frutas e hortícolas) que se deve o bom desempenho nas exportações.
O vinho exporta-se para uma centena de países, o azeite para o Brasil e os produtos frescos para o Norte da Europa. Da pera rocha, por exemplo, a Inglaterra e os países nórdicos são bons clientes. "Todos os dias saem de Portugal, sobretudo do Oeste, muitos camiões com destino à Alemanha e à Holanda, com produtos frescos", afirma João Machado. As ervas aromáticas, bem como as flores são áreas em ascensão, estas últimas muito apreciadas no mercado holandês. Pode então calçar as galochas e agarrar na enxada...

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